TENTAÇÃO (parte2)

Os nossos ritmos cardíacos estavam sincronizados, acelerados! Focamos nos lábios e… ela saiu disparada, largou a minha mão e deixou-me ali – desamparado, ainda meio tonto e incrédulo! As amigas olharam com desprezo e foram com ela…

TENTAÇÃO

Os nossos ritmos cardíacos estavam sincronizados, acelerados! Focamos nos lábios e…

Continuação:

E ela saiu disparada, largou a minha mão e deixou-me ali – desamparado, ainda meio tonto e incrédulo! As amigas olharam com desprezo e foram com ela…

Eu nem sabia o nome dela, mas sabia que me tinha marcado – “e se marcou!” Ok! acontece, mas o que fiz eu de errado? Não percebo estas raparigas de hoje em dia”. Eu sentia que lhe tinha alcançado de uma forma singular, mas sem contra-partidas para mim.

“Marcaste-me mesmo, estúpida!”  Aguçaste-me o libido, mexes com a minha essência. Excitaste-me, ludibriaste-me! Sim, o coração acelerou e o rosto corou. E quando me tocaste, a sensação foi tão forte que consegui ouvir as veias a salientar da pele.

 

Apaziguadas as coisas…

 

Noutra saída entre amigos, noutro bar aleatoriamente bem escolhido… Lá estávamos nós, mas desta vez com melhor ambiente, boa musica e belas vistas, é fim de semana – “Quero um Bushmills Black em balão aquecido, por favor”. Dias não são dias e amanha temos o mesmo.

Sentados ao redor de introspectivas, mais um bom momento, felizes – sem preocupações nem carência de expectativas. As horas fluíam e o álcool já se apoderava de nós – outra vez!

Na mesa ao lado, três raparigas conversavam entre elas – destemidos, armados em garanhões, avançamos e metemos conversa. “Porque não? Três mais três, seis!” Falámos durante alguns minutos, poucos. O whisky estava mais interessante que elas, é certo, mas aquele futilidade toda já me estava a dar dor de cabeça. Simpáticas, atraentes e com mente aberta – bastante, tão aberta que deixaram aquele cérebro fugir, enfim… “Siga prá pista!” Danço eu, agarra tu, pisa ela, bebemos todos, por aí… “Vamos até outro bar? Vamos pois, vamos!”

A caminho, de peito feito, esfregávamos as mãos de satisfação. Cada um dançava como sabia, cada um mostrava os seus dotes desajeitados. Eu já farto daquele antro, venho à varanda apanhar ar e fumar um cigarro…

“Não posso! Isto não está a acontecer comigo… Ela está aqui, a sério?”

A tal, aquela estúpida sexy, safada! Estava ali num cantinho sentada sozinha e abandonada. Mais um vez, o álcool falava mais alto e empurrava-me até ela, e eu fui…

Continua…

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