OBRIGADO PAI

Aconchegado numa cadeira, com um copo numa mão e a caneta noutra, medito na minha existência. Os anos passam e os cabelos brancos teimam em brotar…

figueira

Aconchegado numa cadeira, com um copo numa mão e a caneta noutra, medito na minha existência. Os anos passam e os cabelos brancos teimam em brotar. A vida dá muitas voltas. Perdemos uns, ganhamos outros – mas nunca estamos sozinhos. A mentalidade une-se com o respeito e vivências d’outrora. Hoje somos aquilo que somos graças a alguém. Esses que estiveram toda a vida presentes, nos bons e nos maus momentos, nos erros e nas conquistas.

Um pequeno gesto que pode ser decifrado de várias maneiras. Um acto que para mim significa muito, que me preenche com uma forte sensação de seguimento de um ideal – de continuar com aquilo que um dia foi principiado. “A vida são dois dias”, e cada segundo que passa é essencial…

Em toda a minha existência sempre me afirmaram: “a vida é de feita de dar e receber”. Hoje tento dar aquilo que um dia recebi: carinho, amizade, amor e acima de tudo respeito!

Tu entendes tudo – num olhar, num gesto, num simples aproximar…

Passados 25 anos, com as mesmas palavras, um desabafo de alguém que hoje é capaz de dizer: eu sou capaz!

Graças a ti… Obrigado Pai!

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